Mirage:


1. An optical phenomenon, esp. in the desert or at sea, by which the image of an object appears displaced above,below, or to one side of its true position as a result of spatial variations of the index of refraction of air.


2. m. Something illusory, without substance or reality.


3. LITERARY.  An unrealistic hope or wish that has no chance of being achieved.

"Mirage" is a non- physical project based on the idea of being showed as a video-projection. Intangible by nature.
 

The imaging plays the role of a simile when talking about some capabilities in memory, and at the very end, as a reflection of the real word meaning.
 

 

The mirage happens  when travelling.

 

No need for a dessert. No need for a sea.

 

A projection into the future made up from remnants from the past.

 

Distorted memories.

Present impressions.

Hallucination.

Conscious Dreaming.

 

A confronted viewing between your own resilient memories, extracted from your inner emotional landscapes, happening when a migration to more complex environments is done.

The mirage, pure, overwhelming, as a catharsis.
Media, Expectations, Noise, Gentrification, Neon lights, Non-Places, Global society, Take-away impressions, Dreams, Distractions and the Eternal pursuit  for the Oasis.

The illusion of Contemporary World.

"Real é o motor que levamos dentro. 
Quase se sente, quase se cheira, quase que existe. No limbo expedito entre a memória e o real não há pantanal que não se cruze nem palavras bonitas que caiam em desuso ou que rocem o banal.  
Nos breves instantes em que sentimos mãos flutuantes passarem por nós e deixarem com elas o rasto da idade, esquecemos as carícias de infância e as carências de que padecemos neuroticamente. 
Submersos em desertos sobrepovoados e esvoaçando em campos plantados de neón tentamos esquecer o que fomos ensinados em tenros anos, procuramos águas límpidas em travessias infinitas. 
Somos nós os capitães dos barcos destroçados, desbravando terrenos e colhendo perversões, somos o verbo transitivo que se faz na caminhada, animais brutos e caprichosos. 
O belicismo trepidante da carne humana, preso em constante mudança de tempo e sítio, é adormecido nos pequenos começos e arremessos, e o medo do apodrecimento é esquecido com danças e cantigas sobre os tempos antigos em que nos vendemos. 
E nesses labirintos poluídos com o peso da consciência, perdidos entre recantos poeirentos do que foi e o que podia ter sido, não há encantos que resistam aos resquícios do eco das promessas por cumprir.  
Mas o cansaço da alma incessante e a farsa da terra prometida ao invés de espelhar desgraça, é fértil nascente desenraizada, sonho acordado, brilhante e taciturno, pura alucinação. 
E nas raras noites de aflição em que nos parece em vão o perpétuo desencanto que levamos connosco, guardamos caras e corpos e saliva, e o cheiro de mil gentes indigentes como nós, fugindo do inevitável esquecimento. 
E ainda que nos corroa os ossos a dor do retorno impossível, que nos corra no sangue o sal de Gomorra e nos envenene as artérias com as ânsias eternas da saudade e subversão. 
A miragem somos nós. "
 

Catarina Amorim Santos 

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